terça-feira, 23 de outubro de 2012

Palavras ...
Com palavras me ergo em cada dia!
Com palavras levo,nas manhãs, o rosto e saio para a rua.
Com palavras inaudíveis  grito para rasgar risos que nos cercam .
Ah!De palavras estamos todos cheios.
Possuímos arquivos , sabemo-los de cor em quatro ou cinco línguas.
Tomamo-las a noite em comprímidos para dormir o cansaço.
As palavras embrulham-se na língua ,
As mais puras transportam-se viláculas ,roxas de silêncio.
De que servem asfixadas em saliva presioneiras?
Possuímos das palavras,as mais belas , as que saivam o amor , a liberdade...
Engolo-as perguntando-me se um dia as poderei navegar ,
Se alguma vez dilatarei o pulmão que as encerra.
Atravessa-me um rio de palavras.
Com elas eu me deito, me levanto , e faltam-me palavras para cantar ..
Com  palavras me acabo ...
E várias palavras por dizer !

Vento

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Desabafo


As vezes sento-me ...
Sobre a rocha fria que me acalma , o meu espírito...Quente e distante!
Vendo o vento debater-se sobre as árvores..
Um frio entranha-se sobre mim ...
Sentindo-o elevo a minha cabeça e olho ,o horizonte ...
Dentro da minha mente...
Viajando ao som de um chillout.
Viajando pelo mundo da imaginação.
Onde todo se torna um sonho.
Onde vemos nossos sonhos terem vida própria...
Deixa-nos levar pelo encanto brilhante...
Onde podemos viajar pelo mundo fora só em pensamento.
Onde podemos saltar na areia quente do deserto..
E ver o por do sol!
Com um ar fresco , acordo da minha imaginação ..
E revejo o vento a debater-se sobre as árvores,
Fazendo rebolar as folhas caídas do outono..
De repente uma chuva miúda , cai-me sobre a cara ..
Eleva-me o espírito, fazendo desaparecer uma fúria ..
E trazendo um sorriso!
Vento

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Um bosque

Nos bosques, perdido cortei uma rama escura,
e aos lábios , sedento, levantei seu sussumo:
era talvez a voz da chuva chorando.
Algo que dede tão longe parecia-me ,
oculto gravemente , coberto pela terra ,
um grito ensurdecido por imensos outonos,
pela entreaberta e úmida treva das folhas .
Mas ali, acordado dos sonhos do bosque ,
a rama do avelhano cantou debaixo da minha boca ,
e seu errabundo cheiro subiu pelo meu critério ,
como se pesquisaram-me de repente as raizes ,
que abandonei , a terra perdida com minha infãncia,
e deteve-me ferido pelo aroma errante.
Levantei a cara do chão das raízes , e olhei para cima...
Vi as folhas verdes resistindo ao outono, "um sinal para nunca desistir de mim "...Pois a vida feita de batalhas e incertezas"

Vento